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16 de janeiro de 2013

O meu 32º. aniversário.



Ver passar a água de um rio sob uma ponte dá-me lições que não aprendi nem escola, nem no seminário, nem na faculdade...
A água segue o seu curso, movida de uma força imanente (presumo!) que a faz transpor barreiras ou barragens, diques e açudes... e a faz chegar à foz!
Mesmo que fique presa, durante algum tempo, correr livremente é condição própria de ser água.

Que tem isto a ver com fazer anos?

Assim me sinto e vejo ao longo de 32 passagens pelo meu aniversário.
Todas passagens diferentes, como tem que ser.
Se não são diferentes então hoje não completo mais um ano... Faria, quanto muito, 32 vezes o mesmo ano...
Mas tem sido diferente, ano após ano, em espiral crescente.

Não me preocupa se já corri muitos ou poucos, se foram rápidos ou nem tanto.
Preocupo-me e procuro cada dia correr até à foz.
Preocupo-me e procuro chegar à minha meta.
Essa tenho-a identificada: Jesus Cristo, meu Mestre e Senhor.

Se chegar a Ele em cada dia da minha vida, e hoje também,
então, hoje mesmo, posso morrer feliz.

Em dia de aniversário, aceito a "ordem" de Deus, no imperativo de S. Jerónimo: "Cala-te! Que o teu silêncio seja o Meu louvor".

E agradecido por tanto e a todos, então, calo-me... e ouço... e partilho um misto de emoções e sentimentos!
 

1 de agosto de 2012

Dois anos de Missa Nova! Graças, Senhor

Há dois anos atrás na paróquia de S. Torcato, em Guimarães, apresentava-me aos meus conterrâneos e amigos presidindo, no belíssimo santuário, à chamada Missa Nova.

Tratou-se, basicamente, de um dia de festa popular, aberta a todos e absolutamente inclusiva (até para os que chegavam de excursão!).

Lágrimas, choro, palmas e alegria... houve de tudo. E tudo guardo no coração.

Recordo e agradeço o dia e a vida, Àquele que me chamou a ser sacerdote do Seu Filho.
Nesse dia, cantaram-se estes versos que escrevi:







Eu quero agradecer
O dom do Teu Amor
Ofertar o meu ser
Servindo o Evangelho
De Cristo meu Senhor.

Eu quero entregar
Meu sangue e meu suor
Para anunciar
O reinado de Deus
Que é o Salvador.
Quero ir pelo mundo fora
Sem nunca desistir
E quando for a hora
De regressar ao Pai
Estar pronto a partir.
Sei que me esperarás
Com amor paternal
E me libertarás
Desta vida mundana
Pra vida divinal.

Pe. JAC

18 de julho de 2012

Dois anos de padre. Graças a Deus!

Faço dois anos de padre. Sim, é verdade! Dois anos é pouco. Sou ainda um "bebé", nestas andanças...
Mas tenho sempre bem presente para mim que as experiências significativas não valem tanto pela quantidade como valem pela qualidade! Ainda que quantitativamente dois anos sejam muitas semanas, muitos dias, muitas horas, imensos segundos... Quero dizer que qualitativamente tem sido infinitamente mais.
Nestes dois anos, muitas pessoas têm feito muito para que o ministério seja bem mais qualitativo do que quantitativo.
Quero agradecer por isso tudo, bom e menos bom, e às vezes mau...
Sei e reconheço que o ministério ordenado vale muito mais porque é Deus que age do que por aquilo que fazem os instrumentos. É assim mesmo que me sinto: instrumento, canal por onde jorra a vida e a abundância dos dons de Deus para o Povo que Ele ama como Pai e Mãe.
Dizia alguém: “o que custa são os primeiros cem”... Por isso, citando a resposta de um padre ordenado uma semana antes de mim: "venham os próximos 98!" que é como quem diz "venham os que Deus quiser dar!".
Aqui, como em tudo, nem sempre as coisas são como nós primeiramente queremos. Nem tudo corre, tantas vezes, como sonhamos. O que me faz andar é a correspondência ao chamamento de Deus. O que procuro é abrir-me cada dia à sedução de Deus. Porque Deus seduz aqueles que se deixam seduzir!


Seduziste-me Senhor
E eu me deixei seduzir.
Tu me dominaste
E venceste (Jr 20, 7-9)

A tua sedução
É toda amor
Por isso só seduzes
Quem se deixa seduzir.

Na tua sedução
Cheio de amor fiquei
E agora possa dar
O amor que encontrei.

Letra: adaptada de Joaquim Mexia Alves (Orando em Verso, pp. 22-26)
Música e Interpretação: Pe. JAC

Aqui sou feliz!

Há dois anos que fui ordenado...
Muitos dias já passaram,
Horas que nem me atrevo a contar...
Mas de uma coisa tenho a certeza
Não ganha o desalento nem a tristeza
Porque não há nada melhor que amar,
E entregar o meu coração
E ter Deus sempre a meu lado.

Ser padre é um desafio
Um dom, uma vocação...
É com Deus quebrar o vazio
Que possa haver em cada irmão.

Vivo feliz o eterno chamamento
Que preenche o meu sentimento
De entrega e de verdade,
De Amor e felicidade...
Vivo contigo, Senhor,
Em cada gesto, no meu olhar...
Inspiras-me o meu respirar
Para ser exemplo de entrega e de amor.

A Ti, Senhor,
Entrego meu coração,
A minha alma e cada oração,
Com todo o amor.

Obrigado a todos.
Pe. JAC

29 de março de 2012

Dois anos e meio passaram...

Passaram, ontem, dois anos e meio desde que cheguei à Diocese de Aveiro, vindo da minha diocese de origem, Braga.
Foi a 28 de Outubro de 2009, que cheguei, acompanhado pela Equipa Formadora do Seminário Conciliar de Braga e com o Sr. Bispo de Aveiro, D. António Francisco, às paróquias da UPA - Unidade Pastoral de Águeda.
Era ainda diácono... fomos confunidos com uma comissão de festas, à chegada... depressa, como é meu apanágio, me adaptei e me sintonizei a uma realidade pastoral nova, a lugares novos, a pessoas novas... fizemos coisas boas e bonitas e outras que se ficaram pelo desejo ou pela tentativa... não parei!
Hoje, já não estou em Águeda. A Igreja de Aveiro, pelo seu Bispo, chamou-me a trabalhar na paróquia da Sé, com a invocação de Nossa Senhora da Glória. Aqui estou... feliz e inquieto para continuar sempre tranquilo.
À chegada queria servir onde fosse preciso. Hoje continuo desse modo.
Na Ordenação Sacerdotal assumi desejar ser transparência de Deus. Continuo a desejar! Às vezes consigo, outras nem tanto... mas não desespero! Sei que sozinho conseguirei muito pouco, quase nada... mas deste nada que sou, Deus, pelo Seu amor, graça e misericórdia, pode fazer tudo! Ele continua a ser o meu TUDO!
Dois anos e meio passaram, não sei quantos mais virão... Por estes e pelos que Deus permitir e os homens deixarem... Obrigado.

11 de dezembro de 2011

Tarde Te amei!



“Tarde Te amei,
ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Te amei.
Tu estavas dentro de mim e eu estava fora;
e aí Te procurava, lançando-me, com brutalidade,
sobre as coisas belas feitas por Ti.
Tu chamaste-me, gritaste, venceste a minha surdez.
Tu brilhaste, refulgiste, dissipaste a minha cegueira.
Espalhaste o Teu perfume,
Eu respirei-o e agora anseio por Ti.
Provei-Te e agora anseio por Ti.
Provei-Te e agora sinto fome e sede.
Tocaste-me e ardo de desejo
pela tua paz.”
                       

Santo Agostinho, Confissões
É sempre, para mim, um consolo e um deslumbramento ler este texto que trespassa a história da minha vida/vocação

17 de setembro de 2011

A mesma missão: ser transparência de Deus em terras aveirenses (Nota a respeito da nomeação para a Paróquia da Glória-Sé)













 
1.A qualidade das coisas boas da vida não pode ser medida por nenhuma quantidade. A qualidade das relações estabelecidas durante os quase dois anos passados em Águeda, mais concretamente nas nove paróquias que compõem a UPA, também não pode ser quantificada. Foram tempos – menos de dois anos é pouco, mas se somarmos os meses, os dias, as horas, os segundos já dá muito mais – ricos e belos, carregados de experiências, de partilha. Tempo de ser Igreja com os outros, nesta bela e exigente experiência de Unidade Pastoral.

2.Aqui cresci também como homem e como cristão. Aqui aprendi a ser padre ao jeito e ao modo do coração do Bom e do Belo Pastor. Aqui recebi muito mais do que o pouquinho que dei. E isto gera gratidão no meu coração. Gratidão, em primeiro, a Deus que permitiu esta passagem em terras aguedenses. Gratidão à Igreja, quer a de Braga, que possibilitou a minha vinda, quer a de Aveiro, que concretizou essa vinda. Gratidão aos padres que comigo fizeram Unidade Pastoral. O Pe. José Camões, o Pe. Jorge Fragoso, o Pe. José Carlos e o Pe. Francisco Rebelo. Com eles foi e é fácil fazer equipa. Foi belo crescer como irmãos no ministério. Gratidão ao diácono Semedo e ao diácono Afonso, eu diácono como eles quando cheguei a Águeda, porque com eles aprendi esta entrega generosa ao Evangelho e à Igreja de Cristo. Gratidão ao santo Povo de Deus que nas nove paróquias da UPA querem fazer a sua fé mais consciente e madura. De Macieira, Préstimo e Castanheira, de Barrô e Borralha, de Trofa, Lamas e Segadães e de Águeda recebi, em todos os lados, belos testemunhos e exemplos de fé e de caminhada cristã, e conscientes compromissos na vida e na missão da Igreja, que se pretende e precisa para os nossos tempos. A minha gratidão estende-se a todos os padres do Arciprestado de Águeda. Em primeiro o seu arcipreste, Pe. Júlio Grangeia e todos os outros: padres Costa Leite, Manuel Armando, Paulo Gandarinho, João Paulo, e também ao Pe. Tavares. Obrigado a todos pelo testemunho de vida sacerdotal. Nos párocos reconheço o carinho, amizade e estima recíproca de todos os cristãos que peregrinam neste Arciprestado de Águeda.

3.Vou para a cidade de Aveiro mas uma boa parte do coração já fica e já tem o selo de Águeda. Parafraseando Ana Moura num belo fado, também eu hoje digo: “até ao fim do fim, eu vou-te amar”. Porque o podeis contar da minha parte, espero de todos, daqui em diante, a mesma amizade e a mesma oração. Pede-me a Igreja de Aveiro, por intermédio do seu Pastor, D. António Francisco, que sirva na comunidade paroquial da Glória, em Aveiro. É a comunidade onde se situa a igreja-mãe da Diocese, a Sé Catedral, onde nos poderemos encontrar em variados momentos e celebrações diocesanas que lá decorrem. Como sempre, e porque foi para isso que a Igreja me ordenou, aceitei a proposta, na certeza de que levo o mesmo entusiasmo que trouxe para Águeda, a mesma alegria e a mesma energia. Como me disse, recentemente, alguém que estimo: “Somos padres ao serviço da Igreja, onde quer que seja. Sempre “nómadas”. Assim quero continuar!

4.Permiti que saúde o Nuno Queirós, um nortenho como eu, que fará o seu estágio para a ordenação diaconal e presbiteral, aqui na UPA, neste Arciprestado de Águeda. Desejo que seja feliz nestas terras e possa ajudar outros a serem felizes, falando-lhes da grande felicidade que é seguir a Cristo, Modelo e Mestre, Caminho, Verdade e Vida.
5.António Machado, o poeta sevilhano, escreveu: Caminhante, são teus rastos/ o caminho, e nada mais;/ caminhante, não há caminho,/ faz-se caminho ao andar(…). Meus amigos: o nosso andar cruzou-se. Mas os nossos trilhos não terminam. Continuamos a andar ainda que com coordenadas diferentes. Mas vamos em frente. Prosseguimos seguros na mão de Deus. Até sempre!

Pe. José António Carneiro

9 de setembro de 2011

Os padres ao serviço da Igreja e Homenagem...


Escreveu-se assim no boletim "Caminhando" da UPA, de Agosto-Setembro. Texto do Pe. José Camões
Porque somos inevitavelmente uns dos outros criamos ligação que se aprofunda na medida em que entrelaçamos as nossas vidas: os momento de alegria, convívio, diversão deixam uma marca cujo tempo facilmente apagará; outras situações em que vamos partilhando anseios, problemas, projectos… assinalam mais funda a nossa relação e interdependência; momentos como os que nos fazem mergulhar tantas vezes na dor, no sofrimento, na construção comum de algo melhor, na partilha da experiência pessoal que se traduz em busca de sentido para a vida são pedras de uma construção que se solidifica com mais facilidade…
A vida do padre enquadra-se nesta última categoria, dada a sua missão específica; logicamente que se sinta com mais profundidade a separação, a mudança.
Já é de todos conhecida a saída do Pe. Zé António da equipa da Unidade Pastoral (UPA) para outro serviço a que a Igreja o chama (ainda na nossa diocese) através da pessoa do Bisp diocesano.
Resta-nos dar graças a Deus pela sua presença entre nós ao longo destes quase
dois anos, pelos desafios que deixa na experiência da UPA e pelos dons que o
Senhor lhe concedeu para poderem render ao serviço desta Igreja que somos.
Por outro lado, dada a dimensão pastoral em que estamos envolvidos, vamos poder beneficiar e ser apoio para um jovem que se encaminha para o sacerdócio que virá integrar a nossa equipa. O Nuno Queirós terminou já o curso teológico enquanto colaborador na paróquia de Esgueira, e fará connosco uma experiência pastoral em contexto mais alargado e diversificado; um jovem, natural de Santo Tirso, que quer responder ao apelo que o Senhor da Messe lhe faz.
Vamos acolhê-lo e ajudá-lo na generosidade que o Evangelho propõe: esta será a medida para podermos ser ajudados…

(E na última página escreveu-se assim:)

HOMENAGEM AO PE. ZÉ ANTÓNIO – QUERES
PARTICIPAR?
Não deve ser apenas por “ser de bom tom”. Será muito melhor se for por atenção,
gratidão e amizade. Prestar uma homenagem, por mais simples que seja, dá ânimo
e liga-nos mais uns aos outros, prolonga o gosto de viver.
A proposta é que não deixemos que tudo se desvaneça com o tempo, que as boas
recordações não se reduzam a cinza espalhada pelo vento, que o esforço e
dedicação do tempo que o Pe. Zé António esteve connosco não desapareçam sem
deixar marca.
A melhor e maior gratidão que o Pe. Zé António agradece é ter consciência de que
o que ele ensinou e se esforçou por fazer compreender e viver seja prolongado
na vida de cada um. Essa a homenagem que ele merece.
Ele ensinou os jovens e adultos a conhecer o Evangelho e a vivê-lo; dedicou-se a
fazer compreender como se pratica a fé cristã; deu exemplo do que é ser cristão
no mundo de hoje; mostrou como a participação semanal na Eucaristia é alimento
indispensável para o testemunho da fé em Jesus Cristo; ajudou a compreender que
o perdão de Deus nos chega através do sinal da reconciliação; deixou sinal de
que a oração é apoio inseparável da vida.
Como o Pe. Zé António ficará feliz ao saber que os que ele acompanhou nestes quase
dois anos continuam a cumprir, a viver o que ele ensinou! A tristeza maior que
o irá acompanhar seria vir a saber que uns deixaram de estar na missa, outros
abandonaram a catequese, outros voltaram as costas à Igreja a que pertencemos…
Tu que conheceste e acompanhaste o Pe. Zé António ao longo destes quase dois anos,
queres associar-te a esta homenagem? Estás disposto/a a saber agradecer a Deus
o dom que nos foi dado na sua pessoa, vivendo com mais entusiasmo e empenho a
fé cristã como a Igreja nos ensina?
Não há melhor homenagem! O Pe. Zé António ficará com a alegria de não ter sido
inútil a sua dedicação e trabalho nestas terras de Águeda onde se sentiu bem
acolhido.

5 de setembro de 2011

Do inesperado das coisas!


A inquietante busca do sentido das coisas
Leva-me a sentir, tantas vezes,
Que flutuo e navego em turbilhão.

A alegria do sentir-se amado e querido
Nem sempre causa satisfação e felicidade!

E pergunto-me se falhei e onde falhei…

Mas também aprendo com outros mestres
Que me dizem
Que nas coisas das relações
Nem sempre tem que haver falha!

Acontece!
Imprevisível!
Inesperado!

Mas, não deixa de ser um alerta
A deixar-me mais desperto
E a precaver o futuro!

23 de agosto de 2011

Revendo a JMJ Madrid 2011!



Comecei a peregrinar no coração muito tempo antes de sair de Aveiro rumo a Córdoba e a Madrid com um belo grupo de 242 peregrinos.
Sei que todas as grandes viagens começam sempre por um pequeno passo.
Que grande pequeno passo dei quando aceitei aquele sussurro que chama, Daquele que ama e sempre me pede: “Segue-me”.
Fui a Córdoba e a Madrid de coração aberto. E saí muito mais cheio, mais pleno, mais Nele e mais com Ele!
Depois de Roma 2000, ainda seminarista, senti nesta experiência espiritual que é a JMJ a oportunidade de confirmar a certeza de um Deus que é Jovem, alegre e nos quer para sermos felizes e alegres, porque é Ele a nossa alegria e o nosso enlevo. Agora como jovem padre, sinto confirmada essa presença constante e discreta, silenciosa mas sempre reveladora de Deus que está comigo e connosco até ao fim dos tempos!
É tão bom ser peregrino! Caminhando, sulcando o terreno, poeirento ou lamacento. Suportando e superando quatro ventos ou mesmo quatro sóis ou quatro tempestades. Sentindo as fraquezas, as debilidades, os cansaços, as dores, o sofrimento, mas também a alegria, o entusiasmo, a esperança – aquela que não existe para que tudo corra bem no final, mas para que no final as coisas façam sentido. Isso é a esperança cristã!

Terminou, por assim dizer, a propedêutica da JMJ Madrid 2011. Agora a jornada da vida continua com a certeza de que estou mais enraizado em Cristo e mais firme na fé! E com uma outra grande certeza que completa e complementa o meu coração: nesta peregrinação da vida não estou sozinho, tenho tantos e tantos que peregrinam lado a lado comigo, com os seus ritmos e passos, com os seus tempos e os seus modos. Mas somos sempre um, Naquele que nos une.

Agora Ele conta mais connosco, para sermos mais e melhores, mais firmes e mais fortes. Podemos contagiar a tantos. Podemos ser semente lançada ao campo do mundo para fazer frutificar e florir tantos dons bons que temos no coração e pintar o mundo com as tonalidades de Deus!

 

Agora, amigos, os que estiveram comigo no autocarro Ovos Moles, todos os peregrinos de Aveiro inscritos pelo SDPJV e não só, e todos os milhares e milhares que se uniram para formar a JUVENTUDE DO PAPA, continuamos o trilho do peregrino… rumo ao Rio, que é como que diz rumo a Cristo, a fonte de água viva, Aquele caudal refrescante que dá sentido à nossa vida.

 

Obrigado a Deus e ao Seu Filho nosso Irmão, Jesus Cristo. Continua a ser a meta, o norte e o horizonte certo do meu/nosso caminho!

Pe. JAC


2 de agosto de 2011

Graças, Senhor. Primeiro aniversário da Missa Nova


Eu quero agradecer
O dom do Teu Amor
Ofertar o meu ser
Servindo o Evangelho
De Cristo meu Senhor.

Eu quero entregar
Meu sangue e meu suor
Para anunciar
O reinado de Deus
Que é o Salvador.

Quero ir pelo mundo fora
Sem nunca desistir
E quando for a hora
De regressar ao Pai
Estar pronto a partir.

Sei que me esperarás
Com amor paternal
E me libertarás
Desta vida mundana
Pra vida divinal.

Há um ano atrás cantava-se assim na minha Missa Nova. Música adaptada e letra orginal.

27 de julho de 2011

Nova Missão! A mesma alegria!


Hoje o Bispo da Diocese de Aveiro torna público o Movimento Eclesiástico ou seja, o conjunto das nomeações que realiza em cada ano para o trabalho pastoral da diocese. O Jornal Correio do Vouga apresenta essas nomeações. Entre elas, figura também o meu nome com a nova missão que me pede a Igreja que peregrina entre o mar, a ria e a serra, por terras de Aveiro.
Depois de ano e meio por terras de Águeda, onde cheguei em Outubro de 2009 ainda como diácono, pede-me a Igreja, por intermédio de D. António Francisco, que sirva na comunidade paroquial da Glória (Sé), em plena cidade de Aveiro, como Vigário Paroquial.
No dia da minha ordenação, no ano passado, prometi ao meu Arcebispo e aos meus superiores obediência e fidelidade, atitudes que assumo e quero continuar a assumir, com determinação e na prossecução dos objectivos delineados para a minha vida: ser feliz, seguindo Jesus Cristo! Foi com esse espírito que aceitei a nova missão que passa agora por terras aveirenses, sem alterar a alegria, o ânimo, o entusiasmo, a energia, mas mantendo também as minhas tantas limitações e falhas…
Ainda não é tempo para agradecimentos nem para despedidas (se é que tem que haver despedidas!!!). Para já, este fim-de-semana regresso a Águeda para continuar o caminho e o trabalho que tenho marcado com a ainda minha equipa sacerdotal da UPA. Seguem-se, depois, as Jornadas Mundiais da Juventude onde quero estar de corpo e alma, com tantos jovens da diocese. E depois logo se verá. Mas tudo será sempre para maior glória de Deus!
Nada mais que isto está acertado. Sei que estarei na Paróquia da Glória, no próximo ano pastoral, com o Pe. Fausto e com o Pe. Virgílio, para continuar a ser feliz e a ser transparência de Deus para todos.
Como me disse, recentemente, alguém que estimo: “Somos padres ao serviço da Igreja, onde quer que seja. Sempre “nómadas”.
Assim quero continuar!

Pe. JAC

28 de outubro de 2010

Um ano em Águeda e 100 dias de padre


Quis Deus, na sucessão dos dias e na evolução dos tempos, que passasse um ano da minha chegada a Águeda (28 de Outubro de 2009) precisamente no dia que completo 100 dias de sacerdote (18 de Julho de 2010).
Uns podem dizer que é obra do acaso, eu prefiro ver como sinal de Deus…
Estamos habituados a ver a avaliação dos 100 dias ou de um ano a muitos níveis. (Por exemplo, 100 dias de governação de Sócrates, ou 1 ano de Obama à frente dos destinos dos EUA).
Não quero entrar por aí. Não se trata de fazer estatísticas.
Hoje quero apenas agradecer, porque é o sentimento que em abarca.
Agradecer a Deus o dom da vida, da fé, do sacerdócio e tantos dons!
Agradecer a família, a humana, de sangue, sempre o porto seguro onde me encontro, âncora das tribulações e das dificuldades!
Agradecer a família, a espiritual, a Igreja, o espaço da comunhão, da partilha, do crescer junto, de mãos dadas, em comunidade, ou seja em comum unidade de vidas e de vontades!
Agradecer tantos amigos, perto e longe, mas com um lugar no seu coração para mim!

A Diocese de Aveiro, o Arciprestado de Águeda, as Paróquias da UPA tem sido um tempo/lugar formidável, para o meu crescimento enquanto Padre-Pastor, à imagem do Coração do Bom Pastor, o Senhor que ama e que chama…
A vida sacerdotal e serviço, entrega e doação.
Quero continuar a ser transparência de Deus, na vida concreta e diária das pessoas. Quero ser sinal que aponta e indica, pedindo sempre ao Senhor a capacidade apontar o caminho e nunca ofuscar a sua Luz.
Quero hoje, como sempre, ser mais e continuar a ser padre para Deus e para quem mais precisar.


Ser mais com Cristo

Ando em busca do sentido
Que me leve à felicidade
E quero alcançar a verdade
Que tantas vezes tenho perdido.

Ser mais à tua imagem
Ser mais como Jesus
Ser mais é uma vantagem
Carregando e levando a minha cruz.

Só por Cristo eu vou certo
Só com Ele ando perto
Só em Cristo estou aberto
A ser mais e melhor e a não parar!

Pe. JAC

9 de setembro de 2010

Boa recuperação do meu irmão

A recuperação do meu irmão tem sido extraordinária. Surpeendeu-nos a nós e aos próprios médicos e enfermeiros...
Já passou para os cuidados intermédios.
As coisas estão a correr pelo melhor.
O coração está bem, os pulmões também. Aparentemente o AVC não terá provocado lesão grave... mas falta a avaliação pormenorizada.
Continua a receber antibióticos para a infeção... É o que falta!
Agradeço a todos aqueles que tiverem esta intenção presente.
Hoje vocês por ele e por nós, amanhã nós por vocês...
Obrigado
Pe. JAC

2 de setembro de 2010

Orações pelo meu irmão mais velho

Olá a todos

Peço orações pelo meu irmão mais velho, João Miguel. Está num estado crítico de saúde, na sequência de uma septicemia, que provocou vários problemas...
Está nos cuidados intensivos do Hospital de S. João, no Porto.

Agradeço e peço a todos esta intenção nas vossas orações.
Unidos em Cristo.

Recoloco um poema antigo porque creio:

Aconchego de Deus

Nenhuma palavra me explica o sofrimento
Toda a esperança foi levada pelo vento
E meu rosto é janela da dor do coração
Senhor, só teu braço pode dar-me salvação.

Do negrume e lamaçal tu me podes levantar
Minha tristeza e agonia podes transformar
E sei que um dia o Teu aconchego virá
E a Tua mão forte e suave me sustentará.

24 de agosto de 2010

Oração Sacerdotal

Pai Santo,
revela a tua glória através de mim
e faz que eu a manifeste aos outros,
para que todos tenham vida em Ti,
a vida eterna que és Tu.


Pai,
deixa que eu realize a tua obra
que leve aos outros o teu amor,
gratuito, dado, oferecido e supremo;
Que os outros se abram ao teu amor,
que não o aprisionem, não lhe coloquem barreiras
porque o amor é tanto mais Amor
quanto mais universal.


O que tenho, ó Pai, vem-me de Ti
e como tal não é meu,
senão presente para repartir e partilhar.
Faz-me despreendido do que me deste
e a todos faça chegar a boa nova do teu amor.


Todos os tesouros vêm de Ti,
nascem das tuas fontes de vida e felicidade.
Tudo o que tenho é teu
e, por obra da tua graça e amor,
o que é teu é meu,
como herdeiro dos teus dons.
Tu és o tesouro, a pérola, a riqueza.
Eu sou o vaso, frágil e quebradiço,
onde Te guardo.
Que eu continue assim,
mas que, em momento nenhum,
quebre e perca o tesouro.


Rogo-te por todos aqueles que me dás
para servir e amar.
Servir é a forma que Tu tens de amar;
e assim quero ser.


Rogo por todos os homens e mulheres
que colocas na minha vida:
faz que os acolha como filhos teus, irmãos meus,
como oportunidade de crescermos juntos
e caminharmos para Ti.


Que não exclua,
que não separe,
que não faça mais que abençoar e abraçar;
Levar a palavra certa, no momento certo.
Que não me canse de fazer o bem
ainda que, muitas vezes, faça o mal que não quero
e deixe de fazer o bem que quero.


Rogo por todos para que sejam teus e como Tu
para que Te busquem de coração sincero.
Consagra-os e santifica-os,
permite que sejam imagem e semelhança tua
que não se cansem de correr em direcção a Ti.


Rogo pelo mundo,
para que não tenha fronteiras nem barreiras;
para que seja lugar de convivência fraterna e amiga,
para que seja irmandade, que não aniquila as diferenças
mas que cresça e caminhe de mãos dadas rumo à felicidade.


Tu és a felicidade.
Tu és a vida.
Cristo, o teu filho, o Caminho que leva a Ti.


Dá força para o percorrermos e seguirmos
com coragem e audácia
sem medos nem receios.
Assim Te alcançaremos.
Assim seremos dos teus,
dos eleitos, dos dilectos, dos filhos.


E Tu serás sempre  o Pai de Amor,
sempre pronto a abraçar, afagar e a beijar
cada um dos que criaste por amor
e que pelo mesmo amor queres salvar.


Pe. JAC

9 de agosto de 2010

O caricato das situações: Missa Nova em Águeda


Há coisas que nos ficam na memória pelo que significam para nós, mas também pelo caricato que as rodeia.
Não é que este fim-de-semana fui até às terras de Águeda para celebrar Eucaristias e, para além de ser as primeiras naquelas terras, ainda tiveram esse tal caricato a rodea-las?!
No sábado, fui presidir à Missa à capela da Giesteira (na paróquia de Águeda) e não levei óstias para consagrar? Claro que eu pensei que havia lá, mas afinal não havia. Pedi a uma pessoa para ir a casa buscar pão (trigo) e consagrei-o na Eucaristia. 
Claro que pedi desculpa às pessoas e logo disse que era a mesma coisa, era o mesmo Cristo que se entregava em alimento para nós. E assim foi.
Além disso, troquei a folha dos avisos - levei os de outra paróquia - e também não os pude fazer...

Mas são estas coisas que ficam, que nos ficam.
O caricato da situação anexado ao facto de ser a primeira missa nas paróquias onde vou trabalhar por mais um ano permite que nunca mais esqueça esta Eucaristia.

São as "histórias do arco da velha".

Mas foi bom e correu bem.

Já no domingo, depois de celebrar Eucaristia na capela de A-dos-Ferreiros, com a Festa de Nossa Senhora das Neves e de Santo António, presidi, na matriz de Águeda. Lá me firezam algumas "surpresas". Até tive de tocar piano durante a missa. Foi bom e correu bem.

Continuamos unidos, neste caminho ao encontro do Pai, que só nos quer para nos amar.

Fotos de António Gomes
Texto de Helena Nogueira

2 de agosto de 2010

Missa Nova: a minha primeira de muitas...

Olá a todos.
Escrevo, em primeiro, para pedir desculpas pela minha "aparente" ausência...
Celebrei "Missa Nova" este domingo... O trabalho foi bastante, o cansaço muito, a alegria maior ainda...
Partilho convosco dois textos e uma imagem: uma fotomontagem, a homilia, e a palavra de gratidão...
É a minha homenagem a quantos permitiram que eu seja hoje o que sou.
Obrigado a todos. 

Homilia

Celebramos o 18.º domingo do Tempo Comum. Diante de nós temos uma palavra desafiadora, que produzirá o fruto necessário se a deixarmos ecoar no nosso coração e se tivermos a coragem de a levarmos para o concreto da nossa vida.
O Evangelho de Lucas que escutamos é muito mais largo e abrangente do que à primeira vista possa parecer.
Desenganem-se aqueles que pensam, porventura, que este texto, esta parábola, é uma seta aos ricos, aos que têm muitas posses e bens, materialmente falando.
Para Jesus não está em causa as posses de cada pessoa, os seus bens, as suas riquezas. Jesus está mais preocupado com a relação que estabelecemos com elas. Daí que, na Bíblia, não se fale tanto em pobreza/riqueza material, mas mais em pobreza/riqueza espiritual ou evangélica. Ou seja: não importa se temos muito ou pouco; importa como lidamos com o que temos.
Dito isto, desenganemo-nos nós que temos poucas posses, poucos bens, uma pequena conta bancária, ou mesmo nenhuma, poucos carros e poucas casas. Este evangelho é para nós, para todos. É para os que não têm isto e para os que têm isto e muito mais.
O que Jesus quer é que a nossa riqueza maior, o nosso tesouro a nossa melhor conta bancária seja Deus.
Tornar-se rico aos olhos de Deus, acumular tesouros no céu é a lição que Jesus nos quer ensinar neste evangelho.
Jesus quer que todos nós, ricos e pobres, sejamos desprendidos, desapegados, libertos.
Para Jesus a riqueza não é má em si mesma. Ponto primeiro. Os bens materiais não são intrinsecamente maus. O uso que fazemos deles é que é mau se servem para a auto-afirmação, a auto-dependência, a avareza, a soberba, o egoísmo e o fechamento em si mesmo, olhando apenas o seu umbigo.
Jesus quer-nos de mãos abertas, de braços estendidos para Deus e para os outros. Ele quer que o Seu e nosso Pai seja o tesouro maior e que os outros sejam tratados com dignidade, justiça e equidade.
Jesus apregoa, deste modo, o poder das mãos vazias, da humildade, da simplicidade, da pequenez. Tal como Ele viveu.
Irmãs e irmãos:
Qualquer um de nós, por muitos ou poucos bens que tenhamos, pode ser o “insensato” do evangelho.
O mestre ensina que há mais alegria em dar do que em receber. Claro que este dar tem a tradução suprema do dar-se, do doar-se, do oferecer-se gratuitamente, como Jesus o fez maximamente na cruz.
Deus não fica em si. Sai e dá porque se dá, dando o Filho para nossa salvação.
O poder de Deus é a humildade, o fazer-se pequeno: encarnando, o Filho faz-se igual a nós, a fim de, pela ressurreição, nos fazer igual a Ele.
Da encarnação à cruz, o poder de Cristo é um não poder. Ele que tudo podia apenas quis poder dar-se.
Por isso, a conversão da nossa vida passa por esta atitude de doação gratuita, fazendo-nos cada dia, imagem e semelhança de Deus.

Também as leituras de Coelet e de Paulo vão neste sentido.
O sábio do AT, autor do Eclesiastes, reflecte sobre a vida, sobre o seu sentido e finalidade. Contudo, não consegue chegar à conclusão magistral que o próprio Jesus faz no Evangelho.
Para Coelet tudo é ilusão, vaidade, oco, vazio, vento, vapor, sem valor. Só Deus dá sentido, só Ele é o sentido, a orientação, a finalidade, o horizonte, a meta, a felicidade.
Paulo, na segunda leitura, é mais desafiador uma vez que nos exorta a viver sempre à luz da Páscoa. O homem cristão é homem pascal, que passa com Cristo da morte à vida.
Os imperativos tornam este texto uma exortação. Paulo pede que percorramos o caminho pascal todos os dias.
Sim! A Páscoa tem de acontecer todos os dias na nossa vida. Não é verdade que apenas o Natal deve ser todos os dias. Com mais razão, para os cristãos, todos os dias devem ser Páscoa, porque todos os dias devemos morrer para o pecado e ressuscitar para a vida de Deus; todos os dias devemos morrer para o que é terreno a fim de aspirarmos e nos afeiçoarmos às coisas do alto.
Só assim, caros irmãos, seremos homens novos, pascais, ressuscitados, à imagem de Cristo que é tudo em todos.
Só assim Deus é o nosso tesouro.
Só assim acumulamos tesouros no céu.
Só assim estamos no caminho que leva a Deus.
Ousemos corrê-lo.

 
Palavra final de gratidão

A alegria que neste momento habita e inunda o meu coração não pode ser contida por nada nem ninguém. Sinto-me feliz, hoje, neste dia em que presido à missa de apresentação à comunidade cristã que me viu nascer, crescer, fazer-me homem, cristão e sacerdote.

Para aqui chegar o caminho foi longo, não apenas recto, mas não menos belo. Foi íngreme, sinuoso e pedregoso, mas não menos saboroso. Cheio de dores e cheio de encantos, cheio de pessoas e cheio de Deus.

Neste momento da celebração, resta-me uma palavra final de gratidão, que não se resume a esta palavra no tempo, mas que se abre à totalidade da doação do meu sacerdócio, no seguimento daquela Palavra única, eterna, definitiva e de vida – Jesus Cristo – que fez e faz diferente a história humana.

Esta palavra, faço-a não porque seja parte integrante de um eventual protocolo, não porque seja bonito e simpático e fique bem, mas porque é tradução do sentimento mais profundo e maior que me abarca neste momento e me faz exteriorizar o que sinto.

1.Deus quer!
Com o poeta eu digo que Deus quer! Deus quer assim. Deus chamou-me à vida, em primeiro, a ser cristão, em segundo, a ser padre, em terceiro. Com o fado português, posso dizer: Foi Deus! A Ele devo o que sei e o que sou. A Ele também me entrego, todo inteiro, para o servir a Ele, à Igreja e à Humanidade, nos irmãos que mais precisarem.

2.O homem sonha!
Como estreitos e dilectos colaboradores de Deus, devo o que sou aos meus pais, que me quiseram, me educaram, que tudo fizeram por mim. Tantos esforços, trabalho, empenho, alegrias e tristezas. A eles devo a minha vida e, por isso, a eles entrego e ofereço a graça do meu sacerdócio ministerial.

Com os meus pais, não posso esquecer os meus quatro irmãos: o Miguel, a Carla, o Rui e o Agostinho. Eternamente grato vos fico pelo esforço suplementar, a todos os níveis, que realizastes para que fosse possível a minha caminhada para o sacerdócio. Por isso, este dia não é só meu é vosso também.

Alargo a minha gratidão à minha muita família: meus tios paternos e maternos, meus primos em todos os graus, a meus padrinhos.

Permito-me evocar aqui todos os que, ao longo deste meu percurso, foram chamados a morar com o Senhor, na Jerusalém Celeste, particularmente os meus avós paternos e maternos e, ainda, mais recentemente, os meus tios paternos Joaquim e Artur. Por eles rezo aqui e agora, na certeza da sua intercessão por todos junto de Deus.

Com o tempo o conceito de família vai-se alargando e, à página tantas, começam a ter lugar nela, outros tantos amigos.
Se aqui os quisesse elencar a todos não me bastaria uma resma de papel. Tenho a sorte de ter muitos amigos que me dão o prazer da sua amizade. Abarco-vos a todos aqui presentes e lembro os que, justificadamente, não estão cá.
Mesmo assim gostaria de elencar alguns pela relevância que têm na minha vida.
Começo por aquele que foi, é e continuará a ser um ombro amigo, uma voz sonora e canora, uma mão terna a segurar e a acompanhar. Aquele que no bom e no mau, teve a palavra certa, desafiadora, realista, querendo sempre o melhor para mim. Obrigado Padre Fernando, pela amizade, pela paciência comigo, pelo testemunho de amor e fidelidade a Cristo e à Igreja, pelo exemplo e entrega ao Evangelho onde for preciso. Grato para sempre por tudo, na certeza de que continuamos unidos, apesar da separação.

Saúdo, neste momento, os Padres da Congregação do Verbo Divino, nomeados pelo Sr. Arcebispo, para as paróquias de S. Torcato, Gominhães e Gonça. Permitam-me fazer votos de um frutuoso trabalho apostólico entre nós, nesta porção do Povo de Deus que sabe e quer peregrinar rumo a Cristo.

Estendo a minha gratidão a todos os párocos da minha vida, desde o Pe. Arieira, que está em Deus, passando a todos os que estiveram depois dele, com especial referência ao Pe. João Alberto e ao Pe. Miranda. O primeiro, que encontrei mais tarde como professor, porque me inquietou e me fez perguntar “Porque não?”. O segundo porque me introduziu no Seminário Menor e porque me acompanhou naqueles difíceis primeiros tempos. Eternamente grato lhes fico pelo vosso serviço eclesial e pela vossa amizade.

Reconheço e agradeço o trabalho de tantos padres que de uma forma ou de outra me moldaram e me marcaram.

Agradeço à Arquidiocese, na pessoa do Arcebispo e dos seus bispos auxiliares, agradeço aos Seminários de Braga, Menor e Maior, e à Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. A todos os que foram das equipas formadoras, os que são actualmente, aos reitores e directores, aos professores, aos orientadores espirituais, aos confessores. Obrigado pela paciência e pela pedagogia.

Quero lembrar aqui todos os meus colegas de curso, de percurso de formação, os do meu ano – alguns aqui presentes – e de todos os anos, os que hoje são padres e os que optaram e optam por outro caminho. Obrigado pela vossa amizade.

Mas, quero particularizar um. Um amigo mais novo, ou irmão mais novo, uma vez que me considera um irmão mais velho. Obrigado Zé Miguel, pelo dom da tua vida, a Cristo e à Igreja, já como diácono, depois como sacerdote. Obrigado pela estima que é mútua, obrigado pela presença sempre discreta e solícita. E se o meu caminho te impulsionou, de alguma forma, podes crer que, também o teu caminho impulsionou o meu, no serviço do Reino de Deus.

No meu percurso tive o prazer de contactar com muitas pessoas e muitas realidades. Não posso, por isso, deixar de evoca lugares simbólicos do meu caminho, quer durante quer depois do Seminário:
As paróquias onde durante anos a fio fiz visita pascal – Moure (Vila Verde) e Anais (Ponte de Lima) – bem como aos seus párocos, Pe. Sandro e Pe. José Oliveira;
As paróquias de Vila Nova de Famalicão onde fiz estágio pastoral – Brufe, Cavalões e Santo Adrião – e a sua equipa sacerdotal, actualmente formada pelo Pe. Paulino e Pe. Francisco, não esquecendo o Pe. Mário que vive na mesma comunidade onde o nosso diácono José Miguel fará estágio pastoral no próximo ano;
As paróquias da Sé Primaz e de S. João de Souto, onde durante dois anos, estive a trabalhar pastoralmente com o Cón. Manuel Joaquim e o Pe. Domingos Paulo;
A Oficina de S. José (Braga) onde, nos mesmos dois anos, convivi com rapazes formidáveis, marcados por histórias difíceis com um saldo afectivo negativo, mas que me ensinaram que a vida tem sempre horizonte e meta; não esqueço os alunos, os prefeitos, os directores e técnicos, os voluntários, os funcionários e hóspedes: obrigado pela amizade e pela presença;
Não esqueço, igualmente, o Jornal Diário do Minho, onde estive dois anos tentando ser jornalista, apesar de o não conseguir. Saúdo os seus responsáveis – a administração na pessoa do Cón. Fernando Monteiro, e a direcção na pessoa do director cessante, Pe. Miguel Pereira, bem como o seu novo director Prof. Doutor Silva Pereira, a quem desejo sucesso na nova tarefa. Saúdo, ainda, todos os colegas de redacção, fotocomposição, departamento comercial, gráfica e distribuição, bem como todo o pessoal de secretaria e recepção. O Evangelho é Boa Notícia de Deus e no DM tive a graça e a oportunidade de O anunciar de uma forma diferente, mas não menos bela.

Não pára por aqui o meu caminho, a minha saga, que em Outubro de 2009 me levou a outra diocese, a outro arciprestado, a outras paróquias.
Saúdo daqui a UPA – Unidade Pastoral de Águeda – as suas nove paróquias – Águeda, Barrô, Borralha, Castanheira, Macieira, Préstimo, Trofa, Lamas e Segadães. Saúdo a sua equipa sacerdotal e diaconal – os padres José Camões, Jorge Fragoso, José Carlos e Francisco Rebelo e os diáconos Augusto Semedo e Afonso Oliveira. Alargo a minha saudação ao arciprestado que tão bem me acolheu e acolhe e faço-o na pessoa do seu arcipreste, Pe. Júlio Grangeia, a todos os párocos, diáconos e a todos os cristãos que por lá peregrinam, como eu, rumo a Cristo.
Saúdo o Sr. Bispo de Aveiro, D. António Francisco, o pastor e o amigo, e nele saúdo toda a diocese que me acolheu durante este ano de estágio e que me acolherá, pelo menos, durante o próximo ano, como presbítero. Agradeço a hospitalidade, a generosidade e o sentido eclesial. Na certeza de que estamos na mesma barca, a remar na mesma ria, agradeço, por tudo.

Não nomeio aqui tantos amigos que sentidamente guardo no meu coração e que de tantas formas me ajudaram e apoiaram e são para mim exemplo e testemunho. Tende a certeza que o meu coração é muito pequeno para guardar tudo o que sinto por vós, mas é suficientemente grande para ter um lugar especial para cada um.

Não podia esquecer todos os que contribuíram para esta celebração e para este dia festivo na comunidade. A todos os movimentos da paróquia, à Irmandade de S. Torcato, na pessoa do Dr. Novais de Carvalho, à Junta de Freguesia, na pessoa do Dr. Bruno Fernandes, à Câmara Municipal de Guimarães, na pessoa do Dr. António Magalhães, a todas as instituições – Rancho Folclórico de S. Torcato, Rancho Folclórico da Corredoura, Centro Recreativo Cultural e Artístico de S. Torcato, ao Comando de Destacamento de Guimarães da Guarda Nacional Republicana, na pessoa do Capitão Amado, e ao Comando do Posto da GNR de Guimarães/S. Torcato, na pessoa do Ajudante Pires. Obrigado pela vossa presença e pelas manifestações de amizade.

Também todas as pessoas que se voluntariaram para ajudar na confecção e serviço do almoço que teremos a seguir no recinto em frente a este santuário. A todos o meu sincero obrigado.

Particularizo todos os grupos corais da paróquia que se uniram para animar esta Eucaristia e os Escuteiros que me acompanharam desde minha casa até aqui. Agradeço ao Fernando o trabalho e empenho colocado sempre, mas particularmente neste último mês. Agradeço também aos instrumentistas da Banda de Golães, ao Martinho e ao Fábio, pela preciosa colaboração.

Também aos acólitos, ao Grupo de Jovens, à Catequese. Obrigado.

3. A obra nasce!
Nunca somos obra acabada. Estamos constantemente em feitura, em realização, em devir. Com a certeza do vosso apoio e oração tenho a certeza que continuarei a nascer para Deus com cada irmão que renasce e ressuscita para Cristo. Ele é tudo em todos. É a força e o sustento. A Ele entrego meu sangue e meu suor. Nele me abandono. Nele sou e só assim serei. Obrigado a todos!

[A propósito da solenidade de Cristo Rei]

  “Talvez eu não me tenha explicado bem. Ou não entendestes.” Não penseis no futuro. No último dia já estará tudo decidido. Tudo se joga nes...