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10 de outubro de 2017

Misericórdia! Papa Francisco

“Os teimosos de alma, rígidos, não entendem o que é a misericórdia de Deus”, alertou o Papa Francisco na sua homilia matinal.
“Os rígidos são covardes, têm um coração fechado, apegados à justiça pura. E esquecem-se que a justiça de Deus se fez carne em seu filho; fez-se misericórdia, fez-se perdão, o coração de Deus está sempre aberto ao perdão”.

24 de novembro de 2016

Misericordia et misera: muito foi feito... Mas ainda não basta!


do Santo Padre Francisco  na conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia 
Francisco 
a quantos lerem está carta apostólica,
misericórdia e paz.

Misericórdia e mísera (Misericordia et misera) são as duas palavras que Santo Agostinho utiliza para descrever o encontro de Jesus com a adúltera (cf. Jo 8, 1-11). Não podia encontrar expressão mais bela e coerente do que esta, para fazer compreender o mistério do amor de Deus quando vem ao encontro do pecador: «Ficaram apenas eles dois: a mísera e a misericórdia».1 Quanta piedade e justiça divina nesta narração! O seu ensinamento, ao mesmo tempo que ilumina a conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, indica o caminho que somos chamados a percorrer no futuro.


19. Muitos sinais concretos de misericórdia foram realizados durante este Ano Santo. Comunidades, famílias e indivíduos crentes redescobriram a alegria da partilha e a beleza da solidariedade. Mas não basta. O mundo continua a gerar novas formas de pobreza espiritual e material, que comprometem a dignidade das pessoas. É por isso que a Igreja deve permanecer vigilante e pronta para individuar novas obras de misericórdia e implementá-las com generosidade e entusiasmo.

Este é o tempo da misericórdia. Cada dia da nossa caminhada é marcado pela presença de Deus, que guia os nossos passos com a força da graça que o Espírito infunde no coração para o plasmar e torná-lo capaz de amar. É o tempo da misericórdia para todos e cada um, para que ninguém possa pensar que é alheio à proximidade de Deus e à força da sua ternura. É o tempo da misericórdia para que quantos se sentem fracos e indefesos, afastados e sozinhos possam individuar a presença de irmãos e irmãs que os sustentam nas suas necessidades. É o tempo da misericórdia para que os pobres sintam pousado sobre si o olhar respeitoso mas atento daqueles que, vencida a indiferença, descobrem o essencial da vida. É o tempo da misericórdia para que cada pecador não se canse de pedir perdão e sentir a mão do Pai, que sempre acolhe e abraça. (21)


18 de dezembro de 2015

Podia ser Natal...






1. Natal, tempo de voltar a casa!
Tornou-se viral, nos últimos dias, o anúncio publicitário, de origem alemã, no qual se alerta para uma situação cada vez mais frequente da nossa sociedade: o abandono dos mais velhos. Isto ocorre particularmente numa sociedade competitiva em que nos situamos, quando os mais novos se dedicam, sofrega e vertiginosamente, às suas vidas, às suas coisas, aos seus trabalhos, a si e só a si...
Sim, vivemos no tempo da amnésia e do alzheimer! Do esquecimento e da ingratidão! Vivemos no tempo dos filhos que se esquecem dos pais e dos pais que se esquecem dos filhos. Dos irmãos que não se falam, dos vizinhos desconhecidos.
Colectivamente, perdemos a memória. Da casa, do lar, da família, da reunião.
Que bom se redesenhássemos as relações e reatássemos as comunhões! Que bom se o Natal fosse, outra vez, o tempo de voltar a casa!



2. Misericórdia, outro nome do Natal!
Chega o Natal em tempo de misericórdia. O Papa Francisco convocou toda a Igreja para a celebração de um Jubileu Extraordinário da Misericórdia, neste ano pastoral, celebrando-se os 50 anos do encerramento do Concílio Ecuménico Vaticano II.
O Verbo de Deus é o rosto da misericórdia do Pai, que é clemente, paciente e compassivo para com todos os seus filhos. O Deus feito Menino, em Jesus de Nazaré, é o amor em movimento, a misericórdia feita acção, porque Deus toma a iniciativa, dá o primeiro passo para vir ao nosso encontro, viver e ficar connosco, até ao fim.
A misericórdia é, pois, outro nome do Natal. Atingidos por esse rio inesgotável da misericórdia do Pai, sejamos pois capazes de ser misericordiosos como o Pai.


3. Natal de porta aberta!
Sim, chega o Natal. E com ele chegam luzes e sons que soam a falsidade.
A denúncia é desse homem, que veio "do fim do mundo", para abanar e abalar os nossos comodismos eclesiais, eclesiásticos e sociais. Diz Francisco que as festas de Natal tornam-se vazias e soam a falso perante um mundo que escolheu “a guerra e o ódio", que deixam um rasto de ruína por toda a parte.
Não sei se o Papa Francisco é ou não ouvinte dos UHF. Mas, em todo o caso, no "longínquo" ano de 1995, lançaram uma dessas canções intemporais que são autênticas profecias ou orações:

Podia haver uma luz em cada mesa
E uma família em cada casa
Jesus em Dezembro, aqui na Terra
Podia ser Natal e não ser farsa.

A história certa é
Natal de porta aberta
A ceia servida é a vida
Do Criador

Podia ser notícia o fim da amargura
Que divide os homens por trás dos canhões
A fome e a miséria servem a loucura
Que forja profetas e divide as nações.

A história certa é
Natal de porta aberta
A ceia servida é a vida
Do Criador

Podia ser verdade o tom e o discurso
Desse velho actor falando aos fiéis
Mas nada se passa na noite do mundo
Máscaras de dor, pequenos papéis

A história certa é
Natal de porta aberta
A ceia servida é a vida
Do Criador

A história certa é
Natal de porta aberta
Podia ser Natal...


Texto publicado na edição do Correio do Vouga, de 16 de Dezembro de 2015


9 de setembro de 2009

Ferreiros inaugurou renovada capela da Senhora da Misericórdia


D. António Couto presidiu celebração e elogiou novo espaço celebrativo





A paróquia de Ferreiros, do arciprestado de Braga, assistiu ontem à inauguração e bênção solene da restaurada capela de Nossa Senhora da Misericórdia, um investimento de 140 mil euros, totalmente suportado pela comunidade. A cerimónia foi presidida pelo Bispo Auxiliar de Braga D. António Couto que teceu elogios ao novo espaço celebrativo onde os crentes podem acorrer sempre para «pedir a bênção e a misericórdia de Nossa Senhora».
Na homilia da celebração, D. António Couto deixou o apelo a que todos saibam preservar o valor da memória, da história e do passado. Comentando particularmente o Evangelho – no dia em que a Igreja celebrou a festa da Natividade de Maria – o prelado, referindo-se à genealogia de Jesus, denunciou que a sociedade actual se volta mais para o futuro «relegando e esquecendo o passado e a história, que são a raiz de tudo».
Na presença dos padres Marcelino Paulo Ferreira e Miguel Paulo Simões, o Bispo que é também biblista anotou que «o povo bíblico, ao contrário de nós, é um povo com memoria», que não esquece os seus antepassados.
A genealogia de Jesus reforça que o filho de José e de Maria «não entra na história ao acaso e por acaso» e que «a Bíblia não tem memória curta, como nós, que nem sequer sabemos os nomes dos nossos bisavós ou trisavós».
Para D. António Couto é o amor permite não perder a memória nem esquecer o passado. Apontando o exemplo da religião judaica pediu estima pelo valor das gerações anteriores que são «a rede de pessoas que estão atrás de nós, porque lhe somos devedores». E defendeu: «Não devemos nunca esquecer a história para não perdermos a cadeia ou a rede de amor que nos liga».
Antes ainda de concluir a homilia, o Bispo Auxiliar disse, a respeito de Miqueias – o camponês bíblico – que há uma certa semelhança entre o século VIII antes de Cristo e o tempo actual. «Naquele tempo os reis eram ditadores e déspotas, exploravam o povo e sobrecarregavam-no de impostos». E atirou, depois, com ironia: «algo parecido com o tempo de hoje».
A cerimónia presidida por D. António Couto que decorreu na renovada capela localizada em Ferreiros começou com a bênção da cadeira presidencial, logo no início de Eucaristia. Depois, antes da Liturgia da Palavra, foi benzido o ambão, o lugar onde são feitas as leituras bíblicas e proclamado o Evangelho. Finda a oração dos fiéis, benzeu-se o altar, no momento em que se inicia a Liturgia Eucarística.



Nova igreja paroquial para breve

O padre Miguel Paulo Simões disse ao Diário do Minho que as obras do restauro interior da capela de Nossa Senhora da Misericórdia começou no passado mês de Maio e concluiu-se agora. Em relação às despesas, totalmente suportadas pelos fundos da comunidade, referiu que se tratou de um investimento na ordem dos 140 mil euros, sabendo-se que cerca de 45 mil destinaram-se ao restauro interior e o restante ao restauro exterior realizado já no ano passado.
Entretanto, o sacerdote revelou que o início da construção da nova igreja paroquial estará para breve e ocorrerá logo que se resolvam algumas questões burocráticas. O novo templo que pretende criar melhores condições para as celebrações litúrgicas da paróquia ficará situado na Rua da Gandra, em Ferreiros.
Refira-se, por fim que a festa em honra de Nossa Senhora de Misericórdia, em Ferreiros, termina este fim-de-semana. No domingo, a missa solene é às 08h00 e a procissão às 15h00. No final haverá um festival folclórico. Na sexta e sábado decorrem junto à capela actuações musicais.

[A propósito da solenidade de Cristo Rei]

  “Talvez eu não me tenha explicado bem. Ou não entendestes.” Não penseis no futuro. No último dia já estará tudo decidido. Tudo se joga nes...